Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Um dia não são dias

Manuela Ferreira Leite recebeu um forte alento com a vitória nas Europeias. A senhora parecia outra. Tudo lhe corria de feição. Um largo sorriso passou a habitar-lhe a face. Mas estas coisas não duram sempre, e a líder do PSD não é muito dada a grandes congruências.
As inabilidades voltaram e surgem a um ritmo que fazem parecer Santana um estadista de gabarito. O que diz e depois desdiz não acrescenta nada ao debate. Mas a necessidade de comentar tudo o que o Governo faz e não faz sem apresentar alternativas, não lhe confere grande credibilidade.
Domingo, 12 de Julho de 2009
Sanfonices

Ronaldo continua a preencher os canais de televisão e a encher chouriços nos jornais e nas revistas de forrar caixotes do lixo. Nada contra; não frequento. Quem se queixa que trate disso. Mas o grande espectáculo da ligeireza de Verão lançou as luzes sobre Sónia Sanfona, transformando Nuno Melo em herói nacional não se sabe bem como nem de quê. De onde vêm estas vedetas que transformam assuntos sérios em chacota nacional? Sejam bem vindos os jovens protagonistas da excelência; estes dispensamos.
Também Manuel Alegre alegrou os noticiários com as suas inanidades de sempre. E ainda há quem se surpreenda com o "presidencialismo" de Villaverde Cabral. Eu não. Esta inquietação alimenta as teorias de Cabral desde há muito. É a ligeireza de Verão a bater nas cabecinhas que sugerem as regras. O problema é que o sol de Verão parece irradiar todo o ano. Pobre país, que se alimenta deste turismo político.
Sábado, 11 de Julho de 2009
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Refeitório
Às sextas-feiras, uma alegria para o palato fornecida pelo estúdio de Nicolas Lemonnier

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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Os quintais da política
O Bloco de Esquerda não achou bem que um dos seus estivesse reconhecido a Manuel Pinho que, segundo ele, fez o que tinha a fazer como ministro. É o jogo da política. Da política porca. E, já agora, lembremos o caso Manuel Alegre, tão apoiado por Louçã. Onde é que já estava Alegre se se tivesse inscrito no BE?! Uma coisa é o que se passa na casa dos outros; outra é o que a gente deixa que aconteça no nosso quintal. O quintal é nosso ou não é?
Receituário

Durante um concerto em Londres a vocalista Natalie Maines, da banda The Dixie Chicks, protesta contra a invasão dos Estados Unidos ao Iraque e declara: “Nós estamos do mesmo lado que vocês. Não queremos esta guerra, esta violência, e temos vergonha que o Presidente dos Estados Unidos seja do Texas”. Esta frase acaba por desencadear uma violenta manifestação patriótica por parte dos fãs Americanos, conduzindo a um boicote nacional ao trabalho da banda. Christopher Fleeger é um músico/Cineasta/Performer natural de S. Francisco. O seu trabalho é, acima de tudo, motivado pela curiosidade: descobrir como a performance musical funciona, quando a música é criada por computadores. Como músico, colabora com os projectos: BarnWave (com Kevin Blechdom), Live Feed (com Scott Davey), Barpieces (com Charles Engstrom) e Phaedruther (com Dorian Chen). É membro permanente da EMF, Electronic Music Foundation. Em 2006 ficou mundialmente conhecido com o documentário Protesting the Dixie Chicks. Actualmente Christopher Fleeger prepara a estreia de DEMO, um musical Teatro Praga em estreia no Teatro Municipal S. Luiz no dia 17 Julho às 21h00. Este espectáculo conta com a música original de Kevin Blechdom, Christopher Fleeger e Andres Löo. DEMO é uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal ao Teatro Praga e em co-produção com o Teatro Praga. (Texto Promocional da Galeria ZDB)
PROTESTING THE DIXIE CHICKS
De Christopher Fleeger (US)
(Estreia nacional com presença do realizador)
Quarta, 8 de Julho às 22h
Galeria Zé dos Bois – Terraço. Rua da Barroca, 59 Lisboa
Entrada: 2 € Reservas Tel. 21 343 02 05
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Este parte, aquele parte...

O rebuliço que anda aí por causa de quem quer e de quem não quer sair do País. Uns ameaçam, outros comunicam a intenção, outros ainda sentem-se obrigados a justificar a sua permanência em Portugal. E ainda há os que já saíram, mas agora andam meio cá meio lá. Parece que ninguém está bem onde está. As vedetas incompreendidas disputam as linhas dos jornais. Até já começam a insultar-se uns aos outros. Ninguém tem culpa do lugar onde nasceu. Estamos todos convencidos que merecíamos melhor sorte. Mas esta campanha dos afectados pelas insuficiências pátrias já chateia.
E se fossem morrer longe?
A tasca de Santana
O João Gonçalves diz que a Ana de Amsterdam é a taberneira de uma tasca do mais rasca que há. Não é. É, isso sim, uma das mais divertidas e afoitas comentadoras do vidrinho electrónico.
O João, como bom amigo do seu amigo, defende Santana Lopes com unhas e dentes. Mas não era preciso tirar os óculos da razoabilidade para assegurar a tranquilidade do seu candidato autárquico. Tascas temos todos, aqui na blogosfera. E maus fígados alguns. Outros tentamos não servir iscas estragadas. Não é o caso de Santana. Se há por aqui tascas manhosas, a dele até fede.
Mas tudo bem. Cada um com a sua opinião. É para isso que cá andamos.
O João, como bom amigo do seu amigo, defende Santana Lopes com unhas e dentes. Mas não era preciso tirar os óculos da razoabilidade para assegurar a tranquilidade do seu candidato autárquico. Tascas temos todos, aqui na blogosfera. E maus fígados alguns. Outros tentamos não servir iscas estragadas. Não é o caso de Santana. Se há por aqui tascas manhosas, a dele até fede.
Mas tudo bem. Cada um com a sua opinião. É para isso que cá andamos.
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Contra
Passei pelo Prós e Contras. Estava Carlos Carvalhas fervorosamente empenhado na defesa dos governos PSD. Com gráficos e tudo. Já mudei de canal. Não frequento o programa. E não tinha saudades nenhumas de Carvalhas.
Vale o que vale? Pois vale

Apesar do "saco de gatos ressabiados" que a candidatura de Santana Lopes trouxe para o despique, António Costa não vem por aí abaixo nas sondagens. Empate técnico, dizem elas. Com uma ligeira vantagem para Costa. Esperava pior. O voto útil arrecada a esperança. Esperemos que os lisboetas não desperdicem a ideia de ver Santana pelas costas.
Domingo, 5 de Julho de 2009
Os animais
Há animais que abandonam estes animais, nesta época, para sairem descansados para férias. O incrível é que vão mesmo descansados. Sem qualquer peso na consciência, já que consciência é produto pouco usado pelos animais que são donos destes. O cão é o bicho que melhor se afeiçoa ao ser humano. Só retribui alegria. Mesmo quando a vida não lhe corre de feição. Quem gosta de cães, gosta de cães, ponto. Mas quem se compromete a tratar de um animal indefeso e depois o abandona, provavelmente não gosta de cães nem de quem quer que seja. A esta atitude, a condenação de um amigo meigo e afectuoso aos perigos da estrada e dos maus tratos, pode chamar-se traição. Quem trai uma vez, trai sempre, e seja ele quem for. É carácter.
Ponham-se a pau com estes traidores.
Sábado, 4 de Julho de 2009
Piano e samba

Maria João Pires confessou a Paulo Alves Guerra, enquanto passeava num centro comercial de Lisboa, que estava zangada com Portugal. Parece que quer ser brasileira. A grande pianista acha que o País deve acatar todas as suas exigências e suportar as suas birras. A prima donna acha que o Estado Português deve enterrar o que tem e o que não tem no seu terreno de Belgais. Vai para o Brasil? Faça favor. Só cá faz falta quem cá está. A música é universal. Podemos ouvir Maria João Pires quando quisermos e onde quisermos. Não temos que ter complexos de culpa. Nós não a rejeitámos. É ela que rejeita o País.
Felicidades.
Um Presidente às direitas
Cavaco está muito aborrecido com os "corninhos" de Manuel Pinho. Mas há mais manuéis na terra. Manuel Dias Loureiro, ministro do seu governo, mentiu. O outro, o do banco, está preso e não consta que tenha sido por andar a servir na Sopa do Sidónio. E muito recentemente, na Assembleia da República, um deputado do seu partido mandou a um sítio um colega do PS, chamando-lhe ainda, para que a coisa não ficasse sem história, "filho da puta".
E não chamo à colação o exemplo madeirense, porque daria pano para mangas. Ofensas à dignidade da democracia andam por aí como mato selvagem.
Não consta que Cavaco Silva se indignasse com estes seus "meninos".
Se calhar o Presidente continua a não ler jornais e a não ligar a ruídos informativos. Provavelmente só comenta o que lhe sopram ao ouvido.
E não chamo à colação o exemplo madeirense, porque daria pano para mangas. Ofensas à dignidade da democracia andam por aí como mato selvagem.
Não consta que Cavaco Silva se indignasse com estes seus "meninos".
Se calhar o Presidente continua a não ler jornais e a não ligar a ruídos informativos. Provavelmente só comenta o que lhe sopram ao ouvido.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Dois dedos de conversa

O ministro Pinho fez um gesto com dois dedos. É feio. Não se faz. Mas, o mais incrivel desta história, é ter sido o indescritível Bernardino coreano a provocar a demissão. Pinho não se demitiu. Foi Sócrates que o pôs a milhas. Fez bem. Bernardino diz coisas bem mais ofensivas e continua como herói do trabalho socialista. Quem quiser que compre as diferenças. Eu, com o Bernardino dos amanhãs que hão-de cantar nem que seja à força, não gastava nem dois dedos de conversa. Mas eu não sou ministro. Para bem da Nação.
Refeitório
Às sextas-feiras, uma alegria para o palato fornecida pelo estúdio de Nicolas Lemonnier

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Incompetência assumida

Se Dias Loureiro jura a pés juntos que não tem rigorosamente nada a ver com as negociatas que lhe passaram por baixo do nariz, não será melhor alguém perguntar-lhe o que andou a fazer enquanto foi ministro? É que uma coisa é a gestão de empresas manhosas, outra é a governação de um país.
Vejam lá isso.
Lisboa vai de carrinho

Santana Lopes promete a construção de mais um túnel. O homem só pensa em facilidades para os automóveis. Esta ideia de que fazer obra é cavar, tapar e pôr a rodar continua a ser mote de campanhas várias por esse país fora. E dá muito jeito a autarcas com prioridades de visibilidade mas sem ideias estruturais para as cidades.
Com Santana, Lisboa vai de carrinho.
A revolta do escravo Ronaldo

Cristiano Ronaldo, o súbdito de Alberto João Jardim que agora é também ele imperador do jogo da bola, agrediu uma rapariga de 17 anos, partindo o vidro do automóvel onde a jovem se encontrava, com um eficaz pontapé (sua especialidade).
Quem a mandou apreciar malta de pé decalço que subitamnete se vê calçada a ouro?
A rapariga ainda não percebeu que gente desta tem a generosidade e todos os princípios nos pés. E não pode ser incomodada. A força dos pés sobe-lhes à cabeça. Junte-se muito dinheiro ao caldo e temos gente do pior. Perigosa mesmo.
Ronaldo pézinho de ouro, para além do um grande jogador de futebol, é também uma besta quadrada.
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Nebulosa
Aguardo em pulgas o i de amanhã. Não é por nada, é que estou a seguir a novela Manuela Ferreira Leite-Granadeiro, e como tenho pouca experiência - e às vezes custo a perceber estes novelos -, fico ansioso.Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Dancemos



Há pessoas que mudam o mundo nem que seja um bocadinho. Pina Bausch mudou muita coisa. Mudou as maneiras de dançar e de ver o que se passava à sua volta. Mudou o que tinha de mudar mais o que não parecia possível. Morreu. Dançarinos dançai. Dançai até que as pernas cedam. Depois fica a voz. E a luz. E a vontade de continuar esta dança que é a vida. É preciso dançar e dizer que se dança. É preciso ver. Ver com os olhos e com o corpo todo. Que é a forma mais sincera de olhar.
Obrigado Pina Bausch.
Simbolismos
O sr. Madoff, homem de muitos expedientes e raciocínios económicos e financeiros brilhantes, foi condenado a pesada pena de prisão. "Pena simbólica", dizem os juízes. Pelo arrependimento demonstrado, espera-se que Bernard Madoff saia da prisão com um elevado potencial de bondade e capacidade de integração na sociedade. Sociedade que será completamnete diferente na altura, mas que com certeza aceitará o hábil financeiro de braços abertos. Faltam só 150 anos.
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Manual de poupança

Defender o mesmo dia para as eleições autárquicas e legislativas, argumentando com os custos elevados, é completamente falacioso. Só o PSD defende a mesma data. O que revela a falta de senso do partido de Manuela Ferreira Leite. Cavaco Silva fez bem. Esta escolha terá outros custos. A Democracia tem custos. Mas precisa de funcionar com eficácia. A solução do "dois em um" é de uma tonteria inaceitável. Já agora, porque não acabar com eleições?
Ficava mais barato.
Domingo, 28 de Junho de 2009
Somos revolucionários. Seja qual for a revolução

Chávez, o "todo poderoso" da Venezuela, está preocupado com os ataques do império americano à revolução islâmica. Foi assim que se referiu à posição dos EUA face aos recentes acontecimentos no Irão. Hugo Chávez tem um manual revolucionário que pretende cumprir à risca. Seja qual for a revolução. Esta preocupação traz-nos uma certeza: Obama está certo. Chavéz é um parvalhão de todo o tamanho.
Que força é esta?
Esta entrevista a Pedro Santana Lopes, no DN, é um festival de contradições. O estilo levezinho e simpaticozinho de trazer por casa é lei no discurso do tio Lopes. Avizinha-se o regresso das trapalhadas, caso regresse. Se os lisboetas para aí estiverem virados, resta encontrar a porta de saída. Mas parece que os responsáveis pelas alternativas estão pouco preocupados com isso. Não sou de frentismos, nem faço a apologia de "sacos de gatos ressabiados" com vontades diferentes de usar as garras, mas, perante esta balbúrdia que inevitavelmente se instalará na Praça do Município caso a direita regresse, assalta-me a dúvida que me incomoda desde há muito: que força é esta que permite uniões entre todas as direitas, mas que não assegura a possibilidade de entendimentos à esquerda? Vamos pensar nisso?
Provedor com dor
Finalmente há Provedor de Justiça. Os partidos capazes de encontrar a solução, encontraram-na. O percurso que esta novela percorreu raiou a vergonha e fragilizou as possibilidades de entendimento entre os defensores do chamado bloco central. A coisa soou a birra infantil. Não há centralidades que aguentem tanta rivalidade. Até o candidato escolhido pelo partido maioritário para o cargo, Jorge Miranda, saltou para o estrado para dizer o que não deveria ser necessário dizer: que não precisava do lugar para nada. Não é isso que se deve pedir a todos os que ocupam cargos públicos? Para os necessitados de emprego há o Rendimento Social de Inserção. Não é o caso. Ainda bem que Miranda ficou pelo caminho.
Sábado, 27 de Junho de 2009
No Chiado à tardinha...
Esta banda andou a promover a 7ª Festa do Jazz do São Luiz.
Foi ontem à tarde no Chiado, que é um sítio onde acontecem coisas divertidas. Eu ando sempre por lá. E não quero outra coisa. Bom fim-de-semana.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Refeitório
Às sextas-feiras, uma alegria para o palato fornecida pelo estúdio de Nicolas Lemonnier.
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
A palavra e o silêncio


Tout ira bien por Alex Beaupain, Kéthévane Davrichewy, Valentine Duteuil, Diastème
Quando as Canções de Amor de Alex Beaupain (música do filme de C. Honoré) interagem com o romance de Kéthavane e com violoncelo de Valentine.
Do texto de promoção.
Quinta-feira, 25 de Junho, 21h30. Entrada Livre
Instituto Franco-Português
Avenida Luís Bivar, 91 | 1050-143 Lisboa
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Tropicalíssimo
Bartolomeu é angolano e escritor. Tem dúvidas sobre a qualidade literária de um certo presidente do país que experimentava uns poemas. Há uma cantora de sucesso por quem se apaixona. Há uma ex-mulher e um ex-sogro. Há amigos vítimas da situação política menos boa que o país atravessa naquele ano de 2020. Há uma Presidente da República. E há uma rapariga com uma vida complicada que cai do céu - por pouco não cai em cima de Bartolomeu. Há gente ruim, gente menos ruim e gente boa. Um mar de personagens fascinantes que não permitem o abandono deste belíssimo livro.
Marcelo Rebelo de Sousa disse, no lançamento, há bocado, na Casa da Morna, em Alcântara, que este "Barroco Tropical" é o melhor romance de José Eduardo Agualusa. É.
Humor e tretas

Dizem por aí que este humorista mete medo a Sócrates. Mete? Mas então o arrogante e autoritário primeiro-ministro (e até fascizante, segundo alguns atentos revolucionários), fica a tremer de medo com as performances idiotas de duas criaturas sem graça nem maneiras? As exibições na SIC-R são irritantes. De um reaccionarismo bacoco e ignorante. Não sou (acho que se percebe) um nostálgico da luta do PREC e dos amanhãs floridos, mas as intervenções destes rapazes são parvas e desrespeitam, sem o mínimo rigor, um período que foi o que foi. A evidente alusão a José Afonso, com sons que o fazem lembrar depreciativamente, confirmam-no e causam repulsa.
Cada vez tenho menos pachorra para estes "humoristas" praticantes da escorregadela na casca de banana.
Claro que mudo de canal. Este reparo é só para não pensarem que somos todos parvos.
Saúde e bichas.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
O orgulho do chefe Jerónimo
Jerónimo de Sousa apareceu finalmente para se pronunciar sobre o trabalhinho que estão a preparar aos trabalhadores da Auto-Europa. Como sabemos, alguns funcionários da empresa fizeram tombar a balança para a rejeição da proposta da administração. Foi uma justa decisão que enche de orgulho o líder comunista. Também o doutor Carvalho da Silva já festejou a corajosa opção dos "seus" trabalhadores. É normal que a opinião dos responsáveis alemães não coincida com a destes esforçados e fiéis amigos. Provavelmente ainda não lhes disseram que basta um estalar de dedos e a empresa instala-se onde muito bem entender e deixa os nossos compatriotas sem bagalhoça para o sustento e educação dos filhos. Mas mais provável ainda é que o saibam. Só que a provação e o desespero alheios dão um jeitão à mensagem política destes arautos do futuro risonho e sem amos.
A miséria fica-lhes tão bem...
A miséria fica-lhes tão bem...
Prémio Lemniscata

Fineza da Sofia Loureiro dos Santos: prémio para esta sala de operações. Ela explica tudo aqui.
E eu agora vou divulgar a minha lista de vencedores, que são os blogues onde me desloco quase diariamente: Der Terrorist, Hoje há conquilhas, Da Literatura, A Terceira Noite, A Barbearia do senhor Luís, Defender o Quadrado e Portugal dos Pequeninos. Sete, apenas. Conforme as regras.
Saúde.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
A Mãe, de Rodrigo Leão
Rodrigo Leão dedicou este trabalho à sua mãe, que morreu recentemente. É portanto um testemunho triste. Triste, não derrotista. Convive com as coisas que a vida proporciona e é um prazer para os sentidos. A música de Rodrigo é sempre uma proposta de reflexão. Não é por acaso que foi escolhido para fazer o ambiente sonoro para "Portugal, retrato social", o programa de António Barreto. É uma música urbana, intelectual, com as louváveis ramificações às causas populares tão necessárias para quem quer entender o seu tempo.
Ana Vieira dá brilho ao disco com a sua excelente voz. Mas este trabalho de equipa que o Rodrigo dirigiu, conta também com as vozes de Melingo, que canta "Nos nada", de Neil Hannon, dos Divine Comedy, que interpreta "Cathy", e de Stuart Staples, dos Tindersticks, que dá voz a "This light holds so many colurs".
Um grande trabalho.
Parabéns, Rodrigo.
São cenouras, senhor

A neta de Che também exibe ornamentos de guerrilheiro. Embora menos bélicos: as cenouras não matam e, segundo os antigos, fazem os olhos bonitos. Esta acção da revolucionária vegetal, perdão, vegetariana, é para uma campanha da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).
Esta imagem não pretende "desprestigiar o nome que o meu avô conquistou", disse.
Alguém devia dizer à revolucionária em curso que o avô não conquistou um nome. Foi uma intensa actividade comercial que o inventou e transformou em marca de sucesso. Tal como pretendem fazer com ela agora. Só que o avozinho da menina matava gente. Ela limita-se a promover os benefícios das cenouras.
Viva a Revolução Vegetal.
Via i
Domingo, 21 de Junho de 2009
Deambulatório
Não me agradam as campanhas negativas, aliás neste momento nem sequer me agradam quaisquer campanhas, mas a memória não deixa esquecer a passagem de Ferreira Leite pelas Finanças, nem o estado em que ela deixou o País com as arquitecturas financeiras que inventou para esconder o desastre financeiro. Continuar a ler.
Luis Novaes Tito n'A Barbearia do senhor Luís.
Estes 28 crânios não desempenharam quase todos eles funções governativas nos últimos 35 anos; não estiveram quase todos eles à frente do sistema - com toda a carga pejorativa que o termo “sistema” carrega - bancário português; estes 28 crânios não são todos eles responsáveis pelo desgraçado estado em nos encontramos?
Continuar a ler.
José Simões no Der Terrorist.
Luis Novaes Tito n'A Barbearia do senhor Luís.
Estes 28 crânios não desempenharam quase todos eles funções governativas nos últimos 35 anos; não estiveram quase todos eles à frente do sistema - com toda a carga pejorativa que o termo “sistema” carrega - bancário português; estes 28 crânios não são todos eles responsáveis pelo desgraçado estado em nos encontramos?
Continuar a ler.
José Simões no Der Terrorist.
Sábado, 20 de Junho de 2009
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Refeitório
Às sextas-feiras, uma alegria para o palato fornecida pelo estúdio de Nicolas Lemonnier.

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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
As saudades que não deixei

Bem sei que passaram poucos meses. Mas já repararam que aqui o rapaz do retrato desapareceu como toucinho em focinho de cão?
Enquanto Al Gore e Clinton correram mundo assim que deixaram a Casa Branca, desdobrando-se em conferências pagas com vacas gordas, o simplório do Texas nunca mais saiu do rancho. Ninguém o quer ouvir. Toda a gente percebeu que o homem não tem nada para dizer. De disparates ficou o mundo farto.
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Mal menor

Lá por ter caído nas graças da oposição a Ahmadinejad, não faz de Mousavi engraçado. Foi ele que ajudou khomeini a empurrar o Irão para o estado a que chegou. Tem a sua carreira política animada por perseguições a quem dele discordou e mergulhada em sangue.
Agora é o herói de quem já não pode com o outro cara de parvo. É claro que não merece este agitar de bandeiras. O radicalismo funciona ali como droga na veia. O fundamentalismo surge de todo o lado. Em política nem sempre o que parece é. Estes arrependimentos circunstanciais fazem parte do desfile. Às vezes há desfiles manhosos.
Mas é o que se pode arranjar.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Os insubmissos

Esta criatura engendrou no Irão uma fraude de proporções inéditas.
No Twitter há quem não se cale: madyar e StopAhmadi.
Concordo com o Zé Simões: Os meios de informação de cá preferem outros entretenimentos a este crime contra a Democracia: a novela "Ronaldo, pézinho de ouro" continua a sua nobre caminhada pelos serões televisivos.
Escolhas.
Tempos difíceis
De regresso à crise (que é como se chama agora a este tempo em que se está a trabalhar), vou percebendo que anda por aí quem pense que não há crise nenhuma só porque uma chusma de gente foi para sul gozar de umas pequenas e patrióticas férias. Faço parte desse grupo de viajantes. Mas confirmo que a crise anda aí. Esta abalada não alterou nada. Exceptuando a hotelaria e restauração algarvias.
Digo isto porque o primeiro telefonema que atendi desferia um ataque ao facto de não me ter apresentado ao serviço na passada sexta-feira.
Já não se pode pôr o pé na água em tempos de crise?
Seremos, por isso, perigosos inimigos da Pátria?
A crise há-de passar, que diacho!
Domingo, 14 de Junho de 2009
Cy Twombly

Inventou uma estranha escrita. Mas decifrar esta linguagem é fácil. Twombly fornece o entendimento. Depois é olhar, olhar e perceber onde está a Grande Pintura. Às vezes estranha-se, mas quando se entranha, o difícil é abandoná-la.











